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::: DROPS ::: 25/05/2010

De volta á coluna DROPS, nosso post com notícias rápidas da indústria de games, após uma considerável ausência. Não há tempo a perder, portanto vamos conferir o que aconteceu entre a última sexta até hoje.

Robbie Bach e J Allard deixaram os caros de presidentes da divisão Xbox da Microsoft. Os motivos de Bach são pessoais: Ele deseja se aposentar dos negócios e se dedicara  família e atividades sem fins lucrativos. Assumirão os cargos Don Mattrick e Don Less.

-A Insomniac, responsável pelas franquias Ratchet & Clank e Resistance, anunciou que está trabalhando em seu primeiro jogo multiplataforma. O estúdio, co-irmão da Naughty Dog e grande parceiro da Sony, lançará através da EA um game para Xbox 360 e Playstation 3. Detalhes não foram mostrados.

– Segundo a Amazon o novo Guitar Hero (GH6) pode se chamar GH: Warriors of Rock.

– Rumores apontam que Rock Band 3, que será mostrado na E3 2010, deverá trazer o instrumento Teclado.

– Ainda no campo dos rumores, temos ouvido que a Ninja Theory – estúdio inglês responsável pelo bom Heavenly Sword – está trabalhando em Devil May Cry 5.

maio 25, 2010 at 9:07 pm 1 comentário

Sega anuncia novo Virtual On!

A Famitsu desta semana traz uma verdadeira bomba. Virtual On – excepcional franquia de robôs gigantes que nasceu no Dreamcast – vai ganhar um novo jogo! Mais bombástico ainda é o fato do título ser exclusivo do Xbox 360.

O jogo trará modos cooperativos, versus via Xbox Live e com tela dividida para até 4 jogadores. Vale lembrar que trata-se de um jogo completo a ser lançado em disco e não via Live Arcade.

Me considere empolgado.

maio 19, 2010 at 9:45 am 4 comentários

Ubisoft adia Ghost Recon: Future Soldier para 2011

A Ubisoft revelou a seus investidores que Ghost Recon: Future Soldier não será mais lançado no final deste ano. A nova previsão é para o primeiro trimestre de 2011.

O motivo? Nada de atrasos na produção. A Ubi admitiu que teme pela concorrência do final do ano que receberá jogos de tiro peso-pesados como Halo: Reach, Medal of Honor e Call of Duty: Black Ops.

maio 19, 2010 at 9:19 am 5 comentários

Alan Wake – Review

Produtora: Remedy Distribuidora: Microsoft Gênero: Suspense/Ação

Plataforma: Xbox 360  Analista: Fabian Kurayami  Duração: ~ 8 horas

Após um longo  e cansativo período de desenvolvimento Alan Wake é finalmente lançado. O jogo da Remedy – sempre cercado de mistério e polêmicas – chega ao mercado flertando com um gênero que parece viver dias sombrio. O suspense/terror (ou “survival horror” como foi popularizado pela Capcom) não ganha representante de pesa a um bom tempo. Descubra agora se Alan Wake é o despertar do estirpe ou uma queda sem voltas ao sono da mediocridade.

Como posso ter certeza?

Alan Wake conta a história de um escritor que após um bloqueio criativo decide viajar de férias com sua esposa para uma pacata e idílica cidade chamada Bright Falls. Após o misterioso desaparecimento de sua mulher, Alan se vê imerso em um suspense sobrenatural onde a escuridão toma conta de objetos e pessoas. Mais que isso: aparentemente ele escreveu aquela história que vai tornando-se real.

A Remedy conduz com surpreendente sensibilidade o roteiro que, apesar de não trazer grandes surpresas ou reviravoltas, é eficiente e recheado de personagens marcantes. Há flertes inteligentes com a metalinguistica e mais de uma vez você se encontrará perdido no paradoxo da “história que escreve a história”. O tom da narativa é sombrio e silencioso na maior parte do tempo, alternando para trechos de ação pirotécnica. A inspiração em David Lynch é patente, especialmente no modo de perceber o bizarro na sociedade pacata e fechada das pequenas cidades norte-americanas do interior.  Outra marca do diretor, o final aberto a interpretações diversas, também bate cartão por aqui, justiça seja feita, com muita eficiência.

Mais interessante que o roteiro são as referências do time as dificuldades do processo criativo. A presença das trevas é como um editor corrupto tentando moldar o trabalho do escritor para se adequar a seus desejos sombrios. A mensagem é clara, o processo de criação é frequentemente podado por interesses comerciais e as boas idéias acabam manipuladas em algo mais genérico por aqueles que detêm o controle financeiro de sua produção e se esquecem que o risco é parte integrante ao novo.

É a condução elegante do roteiro e suas corajosas manifestações em prol da liberdade artistica que fazem a trama apenas acima da média de Alan Wake torna-se verdadeiramente memorável. Sem dúvida apenas um estúdio tão pequeno e independente quanto a Remedy poderia ter isenção moral de gritar que os criadores devem sim ter controle sobre suas obras. Que algumas publishers – Activision estou olhando para você – possam ouvir este grito.

Nos Sonhos

A Remedy reafirma em Alan Wake sua grande capacidade de criar jogos com belos visuais. Alan Wake é uma maravilha aos olhos. A iluminação é uma das melhores já vistas nesta geração e os efeitos de partícula chegam a rivalizar com os de Killzone 2. Artisticamente também há inspiração: a luz é densa e volumosa, quase palpável, ressaltando a presença viva deste elemento em contraste com a escuridão que devora objetos e habitantes de Bright Falls.

O jogo tem ambientes gigantescos com uma distancia de desenho absurda. É possivel ver montanhas nos confins do cenário e chegar até elas sem ver nada surgindo do nada em sua frente. A taxa de frame rate também é confortável.

Infelizmente o jogo é bastante repetitivo e apesar da beleza dos bosques inevitavelmente o jogador estará cansado de vê-los após 8 horas de exposição. Outro fator negativo é a qualidade – ou melhor a falta dela – das expressões faciais. Em um jogo com teor dramático é fundamental personagens com expressões convincentes e aqui temos exatamente o oposto. Todos os habitantes de Bright Falls parecem bonecos de cera com capacidades nulas de demonstrarem sentimentos.

A trilha sonora de Alan Wake é excelente, especialmente as músicas que tocam no rádio ou nos fins de cada capítulo. É uma coleção de músicas com personalidade e de tom melancólico e misterioso que casam com brilhantismo com a proposta do jogo.

A dublagem também recebeu um belo trabalho – que contrasta com as horríveis expressões faciais – conferindo ao jogo mais realismo e imersão. Não espere algo no nível da Rockstar ou da Bioware, mas pode ficar tranquilo: não há canastrões nesta série de TV.

Por Favor, mostre-me sua verdadeira face

Apesar de todo o mistério em torno da jogabilidade de Alan Wake – que acabou sendo detalhada somente na última E3 – ela é familiar para jogadores hardcore. O jogo consiste basicamente em seguir até o ponto de seu mapa circular, derrotando os inimigos em seu caminho e resolvendo os “micro puzzles” que dão as caras aqui e ali. Sim, eles são tão simplórios – como apertar dois botões para abrir uma porta ou ligar um motor e depois procurar o botão para abrir a porta – que merecem o prefixo de micro.

O combate é simples e seria ordinário não fosse a adição do elemento luz. Todos os inimigos estão possuidos pela presença das trevas e ela garante ivulnerabilidade a suas balas. Desta forma é necessário retirar este manto de sombras protetivas. Para isso o jogador joga luz sendo com lanternas, pequenas máquinas no cenário, barris explosivos ou flares, flare guns e flashbangs.

O uso da luz é muito bem realizado e atirar com Alan é uma beleza. A Remedy trouxe a mesma precisão e o mesmo tiroteio técnico de Max Payne para seu suspense. A adição da luz cria momentos interessantes onde é necessário ser sempre ofensivo. Infelizmente há pilhas demais para a lanterna e munições demais para suas armas. Com isso nunca cria-se o clima de urgência e fatalidade necessário a um jogo deste gênero. A impressão é que você está sempre a salvo já que Alan está sempre muito bem equipado.

Os inimigos também são repetitivos e as estratégias de combate nunca mudam. Há homens magros com boa mobilidade e poucas defesas e homens fortes que são lentos, causam muito dano e possuem grandes defesas. Além disso há uma variedade de inimigo que é extremamente rápida – chegando a ficar praticamente invisível – e corvos que atacam em bandos. Além disso objetos como vigas, barris, carros, trens e tratores são constantemente possuidos e precisam ser iluminados até a morte.

Felizmente a Remedy compensa a repetitividade com momentos empolgantes de perseguição e um ritmo de narrativa extremamente agradável. A conclusão é um jogo de mecânicas sólidas apesar de não particularmente inspiradas.

Conclusão

Após o belíssimo final de Alan Wake a sensação é agridoce. É um jogo sólido e extremamente polido com um roteiro bem desenvolvido e elementos metalinguisticos admiráveis. Apesar de haver momentos gêniais durante a aventura,  no todo a trajetória é familiar demais para merecer um lugar na história dos games. Não se engane entretanto, mesmo com pequenos problemas e a sensação de falta de novidades, a jornada surrealista do escritor Alan ainda é superior a tudo que o gênero produziu ultimamente.

Pode não ser um oceano, mas é um belo lago que merece um mergulho.

Mais & Menos

+ Roteiro metalinguistico e ambiguo

+ Iluminação é memorável

+ Ritmo de jogo impecável

– Expressões faciais são fraquíssimas

– Falta variedade em inimigos, situações e ambientes

Notas

Apresentação:  9,0
Gráficos:   9,0
Som:  9,0

Jogabilidade:  8,0

DIVERSÃO:   8,5 (x2)

:  : 8,6 :  :

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maio 18, 2010 at 7:33 pm 12 comentários

::: DROPS ::: 05/04/2010

Saudações companheiros! A DROPS desta semana vem trazendo mais curtinhas sobre a indústria dos games e novidades/explicações sobre o HCG.

– Semana passada terminei Heavy Rain e God of War III. Ambos receberão reviews completos esta semana. Na verdade eu já devia tê-los feitos mas a preguiça não permitiu… Lembrem de me cobrar =p

– A Rockstar está preparanmdo uma grande campanha de marketing para Red Dead Redemption. Na verdade, segundo o diretor do estúdio no Reino Unido, será a maior campanha já feita pela poderosa empresa por trás de GTA.

(mais…)

abril 5, 2010 at 11:16 am 3 comentários

Darksiders a caminho dos PCs

Ótima notícia para os PC gamers! A THQ acaba de anunciar que o excelente jogo de ação e aventura  Darksiders ganhará uma versão para computadores. O jogo – que traz várias influências de Zelda – foi uma das grandes surpresas deste início do ano no Xbox 360 e PS3.

Segunda a THQ o lançamento para PC ocorrerá no verão norte-americano que vai de junho á agosto.

março 30, 2010 at 3:51 pm 1 comentário

::: DROPS ::: 29/03/2010

Saudações colegas! Estive ausente na última semana graças a uma avalanche de problemas e trabalho, mas devo voltar ao normal a partir de amanhã. Sem mais, confira o que rolou neste fim de semana.

– A Treyarch,  do mediano CoD 3 e do bom CoD 5, lançará no fim do ano uma nova edição da franquia de jogos de guerra. Um rumor aponta que ela se chamará Call of Duty: Black Ops e focará operações secretas ao longo de diversos períodos históricos como Segunda Guerra Mundial, Guerra Fria, Iraque e Vietnam.

– A Vector Unit, em parceria com a Microsoft e a Midway, anunciou que lançará na Xbox Live Arcade a sequência do divertido game de corrida de lanchas do Dremcast. Sim, estamos falando de Hydro Thunder! A sequencia se chamará HT: Hurricane.

Vanquish, o novo jogo de Shinji Mikami (criador da série Resident Evil), será lançado em Dezembro deste ano, segundo a Sega.

– Rumores indicam que Final Fantasy IX, clássico do Playstation, pode ser lançado na PSN.

– Recebemos hoje nossa cópia de God of War III, um review completissimo deve ser lançado quarta feira, dia 31 de Março.

Por Fabian Kurayami

março 29, 2010 at 11:09 pm 4 comentários

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