Avalanche Studios é a favor do boicote de jogos para PC

março 25, 2010 at 3:38 pm 3 comentários

Sempre que vejo notícias assim eu paro para pensar em até aonde estamos indo, com toda a onda de pirataria que existe no mercado de games, particularmente no PC. É fato que todos nós aqui já colocamos as mãos em um jogo pirata alguma vez, por falta de dinheiro e vontade de jogar. Mas, a continuação dessa prática pode ser algo prejudicial para a indústria de jogos, e isso não é uma pergunta que faço, e sim uma afirmação.

Eu ia escrever uma outra notícia aqui mas mudei meus planos para fazer essa, onde o co-fundador da Avalanche Studios, Christofer Sundberg, declara em entrevista ao site VG247, que se um desenvolvedor quiser evitar um projeto de jogo para PC por causa da pirataria, ele estará fazendo a coisa certa, e continua dizendo o seguinte:

“Evitar uma plataforma por causa da pirataria ao invés de atacar o problema é uma boa idéia. Então, eu recomendo encontrar soluções espertas para permitir que os jogadores tenham a liberdade necessária para jogar os games por completo (em conteúdo, falando sobre DLC), e os desenvolvedores e publicantes tenham o retorno de seus investimentos.

Se o jogo é feito para um console, nós sempre recomendamos a publicante para evitar a plataforma PC, pois jogadores de PC são jogadores de PC, e jogadores de console são jogadores de console”.

O PC é a plataforma atualmente mais “largada” pelas desenvolvedoras em geral (tirando excessões como Valve e Blizzard), por causa do prejuízo trazido pela pirataria de jogos. Agora, gostaria de citar alguams palavras pessoais.

Há alguns dias atrás estava eu andando pela famosa Rua Santa Efigênia, e passei do lado de um vendedor de jogos que me disse assim: “Compre jogo pirata! Seja patriota!”

Assim como fiz no post das vantagens do SecuROM, questionando os leitores sobre uma vantagem verdadeira desse fracassado sistema, eu gostaria de perguntar aos nossos queridos leitores o seguinte: Que diabos o patriotismo tem a ver com a pirataria de jogos/e outras coisas?

Fica ai a pergunta e o assunto aberto para discussão. O uso de produtos falsificados demonstra o seu amor pela nação?

por Alexandre Silva

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3 Comentários Add your own

  • 1. Rodrigo  |  março 25, 2010 às 3:53 pm

    Na verdade é o contrário. A compra de produtos falsificados demonstra total derespeito à nação. Evita-se entrada de dinheiro de impostos, geração de empregos formais, etc e muitos etc.
    Mas para isso se tornar realidade, os preços devem ajudar. As pessoas querem determinado produto e se não puderem pagar, irão procurar alternativas…

  • 2. aroncoiote  |  março 25, 2010 às 4:26 pm

    essa afirmação não tem pé nem cabeça… é um absurdo completo. a única ligação possível entre patriotismo e economia informal é: se você deixar de comprar jogos produzidos por empresas de fora, deixa de injetar dinheiro na economia deles e mantém a grana rodando localmente. mas isso é de uma cegueira sem fim, nem vou me alongar mais quanto a isso.

    a verdadeira questão que você traz é: pirataria vale a pena?

    eu adoraria discutir isso, mas sinceramente acho um debate longo, sério e profundo demais para um quadro de comentários… até mesmo para um fórum, ou qualquer instância da internet. isso é coisa pra debate sério, porque precisa de exposição de muitos pressupostos – falar de pirataria no Brasil é evocar discussões sobre historicidade, economia, liberdade individual, distribuição de informação, etc. vai loooonge.

    só quero deixar um pequeno problema (lenha na fogueira!):

    o PC ainda é a maior plataforma de jogos e a que mais gera lucro (não é difícil achar dados, digite “most lucrative gaming platform” no google, por exemplo). isso complica muito essa idéia de boicote, não?

  • 3. Andre Nekoi  |  março 26, 2010 às 12:17 am

    Interpretação de texto não muito boa nessa tradução: “Avoiding a platform because of piracy rather than attacking the problem is just giving in”, não tem nada a ver com a tradução de “é uma boa idéia”, eles falaram que é simplesmente estar se entregando. Em nenhum momento a matéria passa idéia de boicote também, apenas a tradução (dessa vez certa) de que cada projeto deve ter sua objetividade e público de acordo com os perfis, já que nem todo jogo tem público nos PCs e vice-versa. É somente uma visão normal, dentro do esperado.

    E argumentar a partir de comentário de vendedor da Santa Efigênia é a última coisa que farei na minha vida.

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