BlazBlue: Calamity Trigger – Mini Review

junho 28, 2009 at 11:59 pm 10 comentários

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Produtora: Arc Systems Distribuidora: Aksys Games

Gênero: Luta 2D Plataforma: X360 / PS3    Analista: Fabian Kurayami

Em tempos de gráficos tridimensionais ultrarealistas onde os jogadores torcem o nariz até mesmo para gráficos poligonais muito estilizados, os jogos 2D, com sprites desenhados á mão se tornaram praticamente extintos. A Arc Systems, o time responsável pelo brilhante Guilty Gear, teve a coragem de apostar neste mercado com mais um jogo de luta 2D hiperestilizado.

Nos primeiros minutos BlazBlue já mostra a que veio. Abertura animada com cara de tema de anime, musica cantada inclusive pela estrela das anisongs “KOTOKO“. A abertura escancara o tom do jogo. Personagens lindamente desenhados, golpes exagerados e belíssimos, história tipicamente japonesa mesclando humor non-sense á melodramas existenciais. Para aqueles que gostam das animações japonesas é simplesmente perfeito. Os que odeiam o gênero definitivamente não irão sentir-se a vontade.

O elenco de personagens é pequeno. São apenas 12, o que é bem decepcionante. Ao menos eles são, em sua maioria, muito carismáticos e interessantes. Os estilos de luta são variados e propiciam estratégias bem distintas o que garante diversão extendida.

blazblue

O fato é que quando a coisa é para valer, a Arc Systems novamente impressiona. BlazBlue é visualmente riquissímo. Os personagens são desenhados com cuidado extremo. Todos os detalhes foram desenhados com perfeição, á pintura dos sprites também é linda e os cenários mesclam 3D e 2D de modo irretocável. É, talvez, um dos jogos mais bonitos deste ano. Sem sombra de dúvida! Infelizmente as animações não são tão fluidas quanto poderia se desejar e os personagens ainda não estão em alta resolução efetiva. De qualquer forma estão muito perto disso e o resultado final é excelente.

A trilha sonora definitivamente não é tão memorável quanto Guilty Gear, mas segura a onda. São musicas orquestradas/sintetizadas e algumas com uma pegada mais speed metal, lembrando o antecessor da nova franquia. A dublagem é ótima e ganha ainda mais elogios quando lembramos que o jogo tem audio em inglês e japonês, tanto para o modo arcade quanto para o extenso modo de História.

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A jogabilidade de BlazBlue é fluida e os golpes saem com muita facilidade. È sem dúvida gostoso de jogar mesmo no controle do Xbox 360 que está longe do ideal para este gênero. A mecânica de jogo é acesível com apenas 4 botões de ataque – fraco, médio, forte e especial- o último deles reservado aos DRIVE ATTACKS que são golpes que usam os poderes especiais de cada lutador. São ataques mais estéticos e que adicionam beleza ao combate além de, claro, terem serventias especiais em alguns casos. O jogo tem a defesa normal e a barreira (com barra própria) que protege todo o corpo do lutador com mais eficiência. Há ainda os Distortion Attacks que são os especiais típicos de jogos de luta, acionados após a barra encher-se dando e sofrendo ataques.

É um sistema de luta simples mas que funciona como um relógio. os personagens possuem estratégias muito variadas. O herói Ragna e o vilão Jin lembram Sol e Ky de Guilty Gear, mas a maioria tem técnicas de combate realmente inteligentes que dão uma aula a Street Fighter IV e outros concorrentes.

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Como presente aos fãs a Arc Systems ainda trouxe um modo história que parece bastante com as “interactive novels” japonesas. Nele você deve ler muitos textos e selecionar opções para seguir caminhos que revelarão a história dos personagens. É bem divertido para os que tem paciência para este gênero (como eu).

Para os fãs de luta 2D, BlaxBlue: Calamity Trigger é absolutamente obrigatório. O jogo consegue resgatar o charme dos jogos desenhados a mão e levá-los a um novo patamar com uma arte extremamente detalhada e mecanicas de jogo únicas para seus personagens. É divertido, equilibrado e muito, muito bonito. Infelizmente não vai agradar a todos, já que  mergulha de cabeça no universo anime, mas sem dúvidas marca seu nome na história dos games de luta 2D!

Mais & Menos

+ Lindo de morrer

+Personagens carismáticos e de estratégias variadas

+ Modo história extenso

– Poucos personagens

Notas

Apresentação: 7,5

Gráficos: 9,0

Som: 8,5

Jogabilidade: 9,5

Diversão: 9,5 (x2)

Média: 8,9

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10 Comentários Add your own

  • 1. Marcus Cardoso  |  junho 29, 2009 às 12:26 am

    cara, vc sabe me explicar como funciona o modo history??

    pq eu dei final em todos, no entando, o único q consegui fazer 100% foi o ulitmo q abriu (Calamity Trigger, certo?)

  • 2. Fabian Kurayami  |  junho 29, 2009 às 12:28 am

    @Marcus

    Vc deve zerar através de tds os caminhos (respondendo coisas diferentes), além de perder TODAS as lutas pelo menos uma vez jpa que algumas dreritas abrem eventos distintos.

    É igual ao de Battle Fantasia.

  • 3. Marcus Cardoso  |  junho 29, 2009 às 12:40 am

    nósss… não vou ter saco viu… huauhauhaahuahu, vou esperar sair um guia no gamefaqs, pq jogar contra o PC é chato, prefiro multplayer.

  • 4. Roberto Guedes  |  junho 29, 2009 às 12:52 am

    Surpresa!

  • 5. Lufi  |  junho 29, 2009 às 3:29 am

    eu encomendei 5 jogos pra pegar amanhã numa loja mas depois desse review serão 6 jogos! =) review violentíssimo!!parabéns Fabian!

  • 6. rafaszabo  |  junho 29, 2009 às 8:42 am

    Otimo review !! o meu já está na mão, que quiser adiciona ai para jogar on-line.

    gamertag: rafaszabo

  • 7. dflopes  |  junho 29, 2009 às 1:22 pm

    lembra darkstalker…

  • 8. Fabian Kurayami  |  junho 29, 2009 às 1:31 pm

    @dflopes

    Lembra sim.

    Uma mistura de Darkstalkers + Guilty gear

  • 9. Fernando  |  julho 1, 2009 às 4:32 pm

    Ótimo review!

    Mas esse jogo é muito difícil. [/noob em fighter 2D]

  • 10. Onofre Paiva  |  julho 30, 2009 às 4:57 pm

    “Infelizmente as animações não são tão fluidas quanto poderia se desejar e os personagens ainda não estão em alta resolução efetiva.”

    Tirando essa Blasfêmia absurda, é um bom review.

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