Archive for janeiro, 2009

Afro Samurai – Review


Produtora: Surge Distribuidora: Namco Bandai

Gênero: Ação Plataformas: Xbox 360 e Playstation 3 Analista: Fabian Kurayami

Janeiro é um mês de poucos lançamentos então confesso que estava ansioso por jogar Afro Samurai. O gênero, beat´m up, é um de meus favoritos e após Ninja Gaiden II não joguei nada que valha a pena mencionar no estilo. Descubra agora se Afro Samurai vale a pena você largar um pouquinho os jogões do final de 2008 ou não.

Estilo

O visual de Afro Samurai é totalmente cel-shaded e a Surge conseguiu um incrível resultado. A modelagem e a texturização são elegantes e muito suaves e destacam os belíssimos personagens. A arte do jogo é bastante única e o protagonistas um dos heróis de visual mais bacana já criado. A adaptação do anime é irretocável, ainda mais quando prestamos atenção nas animações que estão muito convincentes e suaves. Os cenários compartilham desta mesma estilização elegante e contam com uma bela paleta de cores, todas em tons sensivelmente lavados, ajudando a compor um visual muito agradável e de baixo contraste. O frame rate é sólido, com exceção aos momentos onde você sobe de nível onde sempre há um slowdown, e não enxerguei nenhum glitch visual.

O jogo conta com uma trilha sonora que mescla melodias orquestradas á muitas músicas de rap, tanto cantadas quanto instrumentais. As músicas são muito boas, mas algumas não encaixam com os momentos escolhidos. Por exemplo, em uma luta contra um chefe, onde as músicas deveriam ser mais épicas, podemos ouvir um drum´n bass suingado e bastante discreto que deixa o combate meio broxante. Outro problema é que o jogo possui uma “falta de sons” completamente estúpida. Por exemplo, o chefe Brother 6 constantemente gargalha mas não espere OUVIR a gargalhada. O jogo simplesmente NÃO possui este som! O mesmo ocorre com muitos inimigos. Todos são meio mudos e criam uma atmosfera de desleixo.

A dublagem dos protagonistas, entretanto, é excepcional. Samuel L. Jacksson realiza um trabalho hilário como Ninja Ninja e é, desde já, candidato a melhor dublador de 2009.

Coleção de Problemas

Primeiramente, algumas explicações sobre a mecânica de jogo. Afro Samurai é um título de ação melee em terceira pessoa, gênero consagrado pelo supremo triunvirato “Devil May Cry-Ninja Gaiden-God Of War”. O game foca nos combates e joga na experiência momentos de plataforma.

O combate funciona muito, muito bem. O jogo usa 3 botões de ataque, corte horizontal e vertical e chute, botão de salto, defesa e “focus”. O focus coloca o game em camera lenta e alguns ataques neste modo fatiam os inimigos causando mortes instantâneas. Há uma boa variedade de combos e as respostas dos comandos são perfeitas.

Afro Samurai segue a tendência moderna e não possui nenhum HUD (indicador visual) na tela. Infelizmente as soluções encontradas pela produtora não foram boas. Sua barra de focus é seu amuleto, só que ele é pequeno demais para se prestar atenção enquantos e combate 10 ninjas ao memso tempo. A energia vital é medida através da cor do seu personagem, enquanto mais sombreado de vermelho ele está, mais perto da morte. Novamente essa colorização não foi bem executada e ás vezes você acha que seu personagem ainda aguenta umas porradinhas e na verdade ele está a beira da morte. Entretanto estes são os MENORES dos problemas, abaixo abordaremos aqueles que dão realmente nos nervos.

O primeiro problema é a CÂMERA. Sério, o indivíduo que criou a câmera de Afro Samurai merece a morte! Ela é incrivelmente estúpida e está sempre no lugar errado. Ajustá-la é um parto pois eu terminei o jogo e não consegui me familiarizar com seu sistema de X-axis invertido e y-axis normal. Ah, e nem tentem colocar o X-axis normal pois os gênios que criaram o jogo não te dão esta opção. Você pode deixar o y-axis invertido, entretranto, o que não ajuda muito aqueles que jogam desde os primórdios do mundo sem estas inverções. Nas partes de plataforma a câmera sempre se ajusta ESTRATEGICAMENTE para te fazer errar. Não ajuda o fato da jogabilidade em sí nestes trechos ser um pouco mal implementada. Cansei de errar um salto simples 2, 3 vezes por perder a noção de distancia graças á bendita câmera. È um trabalho digno de nota pela mediocridade e faz a câmera de Ninja Gaiden II parecer decente.

O segundo problema são os combates com os chefes. Estão entre os mais estúpidos, irritantes e covardes da face de terra. Não me entendam mal, eu GOSTO de combates difíceis. Mas há uma diferença entre a dificuldade ser causada por uma IA rica do adversário ou por apelações irritantes puras e simples. Afro Samurai, obviamente, escolhe a segunda opção. Quando lutava contra o Brother 6, em alguns momentos pensei “Diabos, ou essa luta é muito idiota ou eu sou muito ruim!!”. Ao fim do combate, após umas 5 ou 6 tentativas decidi pesquisar em forums e em outros reviews (algo que normalmente não faço para não me sentir influenciado de alguma forma) para ver se alguem enfrentara a mesma frustração. Bingo. Dezenas de postagens revoltadas com os DOIS confrontos com o tal chefe além de reclamações extensas em reviews como o da IGN. O último chefe, Justice, também me fez pensar em atirar o controle na parede diversas vezes e me vi amaldiçoando a maldita idéia de escrever um review sobre este jogo várias vezes.

É uma pena… os combates de Afro Samurai são verdadeiramente divertidos e bem executados. o jogo tem estilo e o level design é agradável. Frustra muito ver que a Surge destruiu seu jogo com erros tão pontuais e facilmente resolvíveis.

Conclusão

Tentei muito gostar de Afro Samurai e, até o segundo confronto com o Brother 6, mantive minha calma perante aos erros do game. Infelizmente é difícil ignorar momentos tão frustrantes onde a câmera e design de inimigos estúpidos conspiram de modo tão eficiente para torrar sua paciência.

Não é um jogo ruim. O combate é rico, violento e divertido. A história, apesar de confusa e superficial em sua narrativa, prende o jogador e te faz querer seguir em frente. Mas os problemas são muito irritantes.

Se você for capaz de se adaptar a câmera e não se importar com chefes com altíssima capacidade de frustração é possível encontrar um bom jogo em Afro Samurai. É uma pena que a Surge tenha enterrado seu bom game tão fundo em uma camada espessa de problemas.

Mais & Menos

+ Ótimo sistema de combate

+ Belo visual

+ Samuel L. Jacksson

– Câmera memorável de tão ruim

– Trechos de plataforma não foram bem executados

– Alguns chefes possuem dificuldade exasperante

Notas

Apresentação: 7,5

Gráficos: 8,0

Som: 7,5

Jogabilidade: 7,0

Diversão: 6,0 (x2)

Média: 7,0

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janeiro 31, 2009 at 4:28 pm 17 comentários

Feliz aniversário, Roberto!

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Ok, eu estou ciando esse post apenas para me desejar um feliz aniversário. Afinal, são 18 anos de vida. Antes de mais nada, quero agradecer a todos os visitantes do site que nos ajudaram até hoje. Isso é, para mim, um presente que eu recebo todos os dias.

Também quero agradecer ao Fabian, que me deu a oportunidade no meio do ano passado de ser editor do HCG. E também aos amigos que cantaram parabéns pra mim na LIVE, durante a GTA Night que apesar de cinco pessoas aparecerem apenas, foi divertida.

A imagem acima é do bolo do jogo Portal. Neste momento, the cake is NOT a lie.

janeiro 30, 2009 at 11:56 pm 21 comentários

GTA Night é hoje!

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Chegou o dia, amigos! Hoje, a partir das 22h, horário de Brasília, começaremos a GTA Night. Quem for participar, por favor, coloque suas gamertags nos comentários abaixo. E boa diversão a todos!

janeiro 30, 2009 at 2:50 pm 24 comentários

Polícia em Burnout Paradise?

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Fãs de Burnout Paradise capturaram uma imagem do trailer da versão Ultimate Box onde, aos 19 segundos, um carro da polícia aparece (imagem acima). Aos 60 segundos, na Burnout Store, você também pode ver o escudo da PCPD (Paradise City Police Department).

Até confirmação oficial, considere isso um rumor.

janeiro 30, 2009 at 1:58 pm 3 comentários

EA planeja mais quatro jogos da franquia Need for Speed

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É. A EA quer mesmo acertar com Need for Speed. A empresa anunciou que quatro novos jogos estão sendo produzidos, e todos apresentam características diferentes.

O primeiro, e o que mais nos interessa é Need for Speed: Shift, um simulador, que será lançado para PC, Xbox 360 e PlayStation 3. O jogo está a cargo da Slightly Mad Studios, responsável por GT Legends e GTR2, esse último, considerado o melhor simulador de corrida. A previsão é que o jogo esteja disponível já no final deste ano.

Algumas características de Shift são: inércia, Força G, visão de cockpit (imagem abaixo) e HUD em 3D, que imita os movimentos da cabeça do piloto.

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Para o Wii e o DS, Need for Speed: Nitro é um jogo mais arcade, respeitando as características da franquia (ao menos a partir do Underground, já que deve ser voltado para as corridas de rua), e focado nos jogos casuais.

Need for Speed: World Online é mais voltado para o mercado asiático, e terá como característica o maior número de carros em um jogo da franquia. Nenhuma plataforma foi anunciada, mas por ser um jogo online, apostamos no PC.

Por ultimo, a EA esconde qual será o quarto jogo, e tudo que foi revelado até o momento é que a proução do game está a cargo da Black Box.

janeiro 30, 2009 at 1:32 pm 10 comentários

Bethesda comenta sobre lições tiradas de Fallout 3

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A Bethesda pode ter ficado contente quanto às premiações de Fallout 3. Mas certamente, não está totalmente satisfeita com o jogo. Segundo a empresa, a lição tirada é a seguinte:  “nunca deixar o jogo acabar.”

Todd Howard, produtor do jogo, afirma que a limitação de exploração após o final do jogo, assim como o nível máximo (no momento 20 e em breve 30), não podem mais acontecer.

Fallout 4 é iminente, mas uma cisa é ceta: não teremos mais essas limitações.

janeiro 30, 2009 at 1:07 pm 7 comentários

Microsoft sobre Halo: “Queremos sempre buscar novos gêneros para contar a história de Halo”

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De acordo com a Microsoft, a empresa vai sempre buscar novos gêneros para contar a história da franquia de sucesso Halo. Isso praticamente significa que um próximo jogo de Halo não será FPS ou RTS.

“Nós vemos a franquia Halo como uma propriedade de entretenimento. Nós podemos contar a história por diferentes gêneros, e também por outros modos que não sejam necessariamente jogos,” disse Jason Pace.

“Então eu acho que é justo dizer que nós sempre estamos procurando novas oportunidades, novos gêneros para contar a história. Se nós acharmos algum modo novo, nos vamos usá-lo.”

Ok, só não transformem Halo em Mario.

Sobre Halo Chronicles, aquele jogo que tudo que nós sabemos é o título, e que nunca mais foi falado desde a X06, Pace disse que não pode comentar nada.

janeiro 30, 2009 at 1:00 pm 11 comentários

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