Archive for maio, 2010
Killzone 3 anunciado
Sony confirmou Killzone 3 para o próximo ano. A história deve continuar de onde terminou o Killzone 2. Informações e telas a seguir.
::: DROPS ::: 25/05/2010
De volta á coluna DROPS, nosso post com notícias rápidas da indústria de games, após uma considerável ausência. Não há tempo a perder, portanto vamos conferir o que aconteceu entre a última sexta até hoje.
- Robbie Bach e J Allard deixaram os caros de presidentes da divisão Xbox da Microsoft. Os motivos de Bach são pessoais: Ele deseja se aposentar dos negócios e se dedicara família e atividades sem fins lucrativos. Assumirão os cargos Don Mattrick e Don Less.
-A Insomniac, responsável pelas franquias Ratchet & Clank e Resistance, anunciou que está trabalhando em seu primeiro jogo multiplataforma. O estúdio, co-irmão da Naughty Dog e grande parceiro da Sony, lançará através da EA um game para Xbox 360 e Playstation 3. Detalhes não foram mostrados.
- Segundo a Amazon o novo Guitar Hero (GH6) pode se chamar GH: Warriors of Rock.
- Rumores apontam que Rock Band 3, que será mostrado na E3 2010, deverá trazer o instrumento Teclado.
- Ainda no campo dos rumores, temos ouvido que a Ninja Theory – estúdio inglês responsável pelo bom Heavenly Sword – está trabalhando em Devil May Cry 5.
Gran Turismo 5 – suporte 3D e Move
O site MCV reportou ontem que Gran Turismo 5, provavelmente, foi adiado para que os desenvolvedores tivessem tempo de adicionar suporte a dois novos hardwares do PlayStation 3: 3D e PlayStation Move.
Pois essas informações coincidem com um comunicado feito por Yamauchi de que o jogo estaria 90% completo. Segundo o criador do título, o estúdio está sempre aberto a novas tecnologias.
Em resposta, a Sony enviou um e-mail com a seguinte mensagem:
“Estaremos anunciando novos detalhes de Gran Turismo 5 em Junho, em Los Angeles durante a Electronic Entertainment Expo. Até lá, não podemos comentar sobre rumores ou especulações.”
Hum! Vamos aguardar ansiosos então!
Por Camila
Novas telas de Gears of War 3
Sai 5 de abril nos EUA e 8 de abril no UK. Enfim, vejam as screens após o ‘salto’.
Sonic The Hedgehog 4 é adiado
Pois é pessoal, tava bom demais para ser verdade. Hoje a Sega anunciou a alteração da data de lançamento para Sonic The Hedgehog 4 Episode I.
A série será lançada em episódios e distribuída através dos sistemas digitais dos consoles: WiiWare, PlayStation Network e Xbox Live. Agora os fãs terão que esperar mais um pouco para poder ter o jogo em mãos (ou no HD do seu console).
A previsão até então, do lançamento era para o meio desse ano – no inverno -, a alteração jogou o título para o segundo semestre do ano, sem estação ou mês definidos ainda. Segundo a Sega, a mudança ocorreu para assegurar a qualidade e tradição da empresa no desenvolvimento dos seus jogos, permitindo que os desenvolvedores possam trabalhar melhor em pontos que são necessários.
por Camila
Novas telas de Final Fantasy XIV
Final Fantasy XIV está em alpha ainda, mas não demorará muito para que chegue em estado beta e que mais pessoas possam testá-lo. Para comemorar isto, a Square-Enix liberou novas screens do estado atual do game. Confira após o link. (mais…)
Capcom diz que indústria japonesa precisa evoluir
Jun Takeuchi, produtor de Lost Planet 2 em uma entrevista a Xbox World 360, fez alguns comentários que revelam a situação da grande maioria dos estúdios japoneses.
(mais…)
Sega anuncia novo Virtual On!
A Famitsu desta semana traz uma verdadeira bomba. Virtual On – excepcional franquia de robôs gigantes que nasceu no Dreamcast – vai ganhar um novo jogo! Mais bombástico ainda é o fato do título ser exclusivo do Xbox 360.
O jogo trará modos cooperativos, versus via Xbox Live e com tela dividida para até 4 jogadores. Vale lembrar que trata-se de um jogo completo a ser lançado em disco e não via Live Arcade.
Me considere empolgado.
Ubisoft adia Ghost Recon: Future Soldier para 2011
A Ubisoft revelou a seus investidores que Ghost Recon: Future Soldier não será mais lançado no final deste ano. A nova previsão é para o primeiro trimestre de 2011.
O motivo? Nada de atrasos na produção. A Ubi admitiu que teme pela concorrência do final do ano que receberá jogos de tiro peso-pesados como Halo: Reach, Medal of Honor e Call of Duty: Black Ops.
Novas telas de Dead Space 2
Hora de conferir telas novas da sequência de um dos games mais memoráveis desta geração.
Dante’s Inferno 2 revelado por acidente
Job Lists, foi assim que a EA acabou anunciando a continuação de Dante’s Inferno. Claro que não é algo oficial ainda, mas provavelmente vai se tornar durante a E3 ou até mesmo antes (agora que já surgiram tantos rumores).
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Alan Wake – Review
Produtora: Remedy Distribuidora: Microsoft Gênero: Suspense/Ação
Plataforma: Xbox 360 Analista: Fabian Kurayami Duração: ~ 8 horas
Após um longo e cansativo período de desenvolvimento Alan Wake é finalmente lançado. O jogo da Remedy – sempre cercado de mistério e polêmicas – chega ao mercado flertando com um gênero que parece viver dias sombrio. O suspense/terror (ou “survival horror” como foi popularizado pela Capcom) não ganha representante de pesa a um bom tempo. Descubra agora se Alan Wake é o despertar do estirpe ou uma queda sem voltas ao sono da mediocridade.
Como posso ter certeza?
Alan Wake conta a história de um escritor que após um bloqueio criativo decide viajar de férias com sua esposa para uma pacata e idílica cidade chamada Bright Falls. Após o misterioso desaparecimento de sua mulher, Alan se vê imerso em um suspense sobrenatural onde a escuridão toma conta de objetos e pessoas. Mais que isso: aparentemente ele escreveu aquela história que vai tornando-se real.
A Remedy conduz com surpreendente sensibilidade o roteiro que, apesar de não trazer grandes surpresas ou reviravoltas, é eficiente e recheado de personagens marcantes. Há flertes inteligentes com a metalinguistica e mais de uma vez você se encontrará perdido no paradoxo da “história que escreve a história”. O tom da narativa é sombrio e silencioso na maior parte do tempo, alternando para trechos de ação pirotécnica. A inspiração em David Lynch é patente, especialmente no modo de perceber o bizarro na sociedade pacata e fechada das pequenas cidades norte-americanas do interior. Outra marca do diretor, o final aberto a interpretações diversas, também bate cartão por aqui, justiça seja feita, com muita eficiência.
Mais interessante que o roteiro são as referências do time as dificuldades do processo criativo. A presença das trevas é como um editor corrupto tentando moldar o trabalho do escritor para se adequar a seus desejos sombrios. A mensagem é clara, o processo de criação é frequentemente podado por interesses comerciais e as boas idéias acabam manipuladas em algo mais genérico por aqueles que detêm o controle financeiro de sua produção e se esquecem que o risco é parte integrante ao novo.
É a condução elegante do roteiro e suas corajosas manifestações em prol da liberdade artistica que fazem a trama apenas acima da média de Alan Wake torna-se verdadeiramente memorável. Sem dúvida apenas um estúdio tão pequeno e independente quanto a Remedy poderia ter isenção moral de gritar que os criadores devem sim ter controle sobre suas obras. Que algumas publishers – Activision estou olhando para você – possam ouvir este grito.
Nos Sonhos
A Remedy reafirma em Alan Wake sua grande capacidade de criar jogos com belos visuais. Alan Wake é uma maravilha aos olhos. A iluminação é uma das melhores já vistas nesta geração e os efeitos de partícula chegam a rivalizar com os de Killzone 2. Artisticamente também há inspiração: a luz é densa e volumosa, quase palpável, ressaltando a presença viva deste elemento em contraste com a escuridão que devora objetos e habitantes de Bright Falls.
O jogo tem ambientes gigantescos com uma distancia de desenho absurda. É possivel ver montanhas nos confins do cenário e chegar até elas sem ver nada surgindo do nada em sua frente. A taxa de frame rate também é confortável.
Infelizmente o jogo é bastante repetitivo e apesar da beleza dos bosques inevitavelmente o jogador estará cansado de vê-los após 8 horas de exposição. Outro fator negativo é a qualidade – ou melhor a falta dela – das expressões faciais. Em um jogo com teor dramático é fundamental personagens com expressões convincentes e aqui temos exatamente o oposto. Todos os habitantes de Bright Falls parecem bonecos de cera com capacidades nulas de demonstrarem sentimentos.
A trilha sonora de Alan Wake é excelente, especialmente as músicas que tocam no rádio ou nos fins de cada capítulo. É uma coleção de músicas com personalidade e de tom melancólico e misterioso que casam com brilhantismo com a proposta do jogo.
A dublagem também recebeu um belo trabalho – que contrasta com as horríveis expressões faciais – conferindo ao jogo mais realismo e imersão. Não espere algo no nível da Rockstar ou da Bioware, mas pode ficar tranquilo: não há canastrões nesta série de TV.
Por Favor, mostre-me sua verdadeira face
Apesar de todo o mistério em torno da jogabilidade de Alan Wake – que acabou sendo detalhada somente na última E3 – ela é familiar para jogadores hardcore. O jogo consiste basicamente em seguir até o ponto de seu mapa circular, derrotando os inimigos em seu caminho e resolvendo os “micro puzzles” que dão as caras aqui e ali. Sim, eles são tão simplórios – como apertar dois botões para abrir uma porta ou ligar um motor e depois procurar o botão para abrir a porta – que merecem o prefixo de micro.
O combate é simples e seria ordinário não fosse a adição do elemento luz. Todos os inimigos estão possuidos pela presença das trevas e ela garante ivulnerabilidade a suas balas. Desta forma é necessário retirar este manto de sombras protetivas. Para isso o jogador joga luz sendo com lanternas, pequenas máquinas no cenário, barris explosivos ou flares, flare guns e flashbangs.
O uso da luz é muito bem realizado e atirar com Alan é uma beleza. A Remedy trouxe a mesma precisão e o mesmo tiroteio técnico de Max Payne para seu suspense. A adição da luz cria momentos interessantes onde é necessário ser sempre ofensivo. Infelizmente há pilhas demais para a lanterna e munições demais para suas armas. Com isso nunca cria-se o clima de urgência e fatalidade necessário a um jogo deste gênero. A impressão é que você está sempre a salvo já que Alan está sempre muito bem equipado.
Os inimigos também são repetitivos e as estratégias de combate nunca mudam. Há homens magros com boa mobilidade e poucas defesas e homens fortes que são lentos, causam muito dano e possuem grandes defesas. Além disso há uma variedade de inimigo que é extremamente rápida – chegando a ficar praticamente invisível – e corvos que atacam em bandos. Além disso objetos como vigas, barris, carros, trens e tratores são constantemente possuidos e precisam ser iluminados até a morte.
Felizmente a Remedy compensa a repetitividade com momentos empolgantes de perseguição e um ritmo de narrativa extremamente agradável. A conclusão é um jogo de mecânicas sólidas apesar de não particularmente inspiradas.
Conclusão
Após o belíssimo final de Alan Wake a sensação é agridoce. É um jogo sólido e extremamente polido com um roteiro bem desenvolvido e elementos metalinguisticos admiráveis. Apesar de haver momentos gêniais durante a aventura, no todo a trajetória é familiar demais para merecer um lugar na história dos games. Não se engane entretanto, mesmo com pequenos problemas e a sensação de falta de novidades, a jornada surrealista do escritor Alan ainda é superior a tudo que o gênero produziu ultimamente.
Pode não ser um oceano, mas é um belo lago que merece um mergulho.
Mais & Menos
+ Roteiro metalinguistico e ambiguo
+ Iluminação é memorável
+ Ritmo de jogo impecável
- Expressões faciais são fraquíssimas
- Falta variedade em inimigos, situações e ambientes
Notas
Apresentação: 9,0
Gráficos: 9,0
Som: 9,0
Jogabilidade: 8,0
DIVERSÃO: 8,5 (x2)
: : 8,6 : :
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