Assassin’s Creed II: opinião rapida
abril 19, 2010 at 1:50 pm aronbarco 4 comentários
É impossível fazer um bom enredo levando a sério o tema: “templários ainda existem e secretamente governam o mundo”… e neste jogo as coisas só ficam piores: a “maçã de Eva” é um dispositivo alienígena que carrega um monte equações matemáticas (supostamente uma representação do conhecimento desta raça alienígena); todos os contos da criação, em todas as religiões, são sobre estes seres que nos ensinaram como fazer ferramentas (e supostamente nos fizeram também); Ezio é apenas um pedaço do quebra-cabeça para um homem no futuro (você – o protagonista) decifre toda a origem da humanidade… é simplesmente um passo milhares de vezes maior que as próprias pernas ir do tema do assassino ao tema da origem da humanidade, chega a ser ridículo. Desenvolvedores de jogos deviam levar mais tempo aprendendo a escrever, lendo boa literatura, do que reproduzindo essas besteiras de bar nos seus jogos.
A mecânica de jogo vai bem, apesar da burrice da IA e da não necessidade de stealth (da pra cumprir quase todas as missões sem ela, são poucas que a exigem). Mas ainda assim a diversão é eclipsada pela trama – que até começa bem, quando você é um homem à procura de vingança e nisso se transforma em um talentoso assassino. É simples, mas bem contada. O negócio desanda quando tentam fazer dos assassinos caras legais, tentam dar-lhes uma razão muito maior do que um assassino jamais sonhou em ter e nisso recorrem as justificativas mais absurdas.
Resumindo: Assassin’s Creed II seria ótimo se fosse mais como Hitman e menos como um Prince of Persia com enredo estúpido. O jogo ainda luta muito para adquirir uma identidade própria, e seu único caminho para tal é viajar na literatura meia-boca do Dan Brown.
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1.
gaucho | abril 28, 2010 às 11:15 pm
cara…desculpa…axo que foi o comentario mais TOSCO que jah vi desse site….
tu cobra originalidade de um jogo….enquanto fica puxando o saco de god of war?
pela mor…
volta pro pacman…q esse sim era original…
2.
aroncoiote | abril 29, 2010 às 12:53 am
hm, ok, vamos lá:
1 – não falei em ‘originalidade’ em momento algum. falei de identidade… a identidade de Assassin’s Creed é nitidamente amorfa, meio de X, meio de Y, meio de Z. o resultado é um jogo com excelente mecânica e representação da arquitetura (a própria, a clássica, não falo do desing do game) enquanto que com um enredo ridículo e missões enfadonhas.
2 – o site tem mais de um redator, logo tem mais de uma visão. não fui o autor do texto sobre God of War. qualquer outro redator está livre para escrever uma 2a opinião sobre Assassin’s Creed 2.
3 – Pacman certamente foi mais significativo para o mundo dos jogos; daqui 10 anos vão lembrar é de Pacman, não de AC2…
agora minha vez de cutucar: deposito 10 reais na sua conta se você conseguir quebrar meus argumentos e demonstrar que Assassin’s Creed 2 é melhor que God of War 3…
3.
gaucho | abril 29, 2010 às 9:02 pm
pelo menos sobre pacman a gnt concorda…
as missoes de god of war são oq?
Matar deus x,y,z depois matar o cão de guarda do deus h
para né….
e sinceramente nao vo t como compara os 2…pq nao tenho play 3 e nao fechei gow 3….joguei um poco e vi a mesma coisa q AC2, mata os cara com golpes legais…
e outra…nao vi argumento algum teu de q GOW3 eh melhor q AC2 auhauihauiha
ps: puta spoiler lazarento no começo do post hein? abraços
4.
Ramon Dongo | maio 13, 2010 às 1:43 am
Meu primeiro reply aqui, então, primeiramente, parabéns pelo blog.
Achei que pegou um pouco pesado na crítica, porque eu acho que AC2 é um jogo que tem um público bem específico, ou melhor, não é todo mundo que vai curtir a ideia. Talvez eu seja um defensor compulsivo do jogo, mas achei que tu não entrou no clima que o jogo propõe.
Abraço.