[debate] O que tu pensas do DRM?
março 15, 2010 at 12:30 pm aronbarco 8 comentários

Ao redor do mundo Gamer, especialmente com o recente caso da Ubisoft, estão emergindo debates e protestos sobre o DRM (Digital Rights Management).
Abrimos aqui um debate: leia (ou não) a introdução abaixo e comente, de preferência argumentando. Eu serei o mediador e provocador.
[obs: trolls serão caçados como devem ser].
Introdução ao debate:
O DRM é um antigo problema da indústria de áudio, a Apple (iPod) vem sendo largamente contestada pelo seu uso muito restritivo. Recentemente a discussão acendeu no mundo gamer com o último golpe da Ubisoft, que obriga os compradores de Assassin’s Creed 2 e Silent Hunter 5 a estarem logados na internet o tempo todo para salvarem o progresso nas campanhas single-player e, só no caso de AC 2, até para conseguir inciar o script das missões.
A proteção foi tão bem feita que 1 semana depois do lançamento do jogo a comunidade cracker ainda não apareceu com um crack funcional.
Mas será que isso realmente é uma vantagem? Protestos estão surgindo por toda a parte, muitos jogadores pela net afirmam que não compraram os jogos da Ubisoft por causa disso. Fora a publicidade negativa que gira em torno disso.
Enfim, pra iniciar o debate trago a opinião de Gabe Newell (diretor da Valve):
“Uma coisa da qual você nos ouve falando muito é do entretenimento como um serviço. É a atitude de dizer ‘o que eu fiz pelos meus clientes hoje? Isso direciona todas nossas decisões, e uma vez que você entrar no espírito da coisa isso te ajuda a evitar decisões como alguns DRM que na verdade fazem seus produtos de entretenimento valerem menos por dar cargas negativas à eles.” (tradução nossa).
E aí?
Entry filed under: Uncategorized. Tags: direitos autorais, DRM, Ubisoft.
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1.
aroncoiote | março 15, 2010 às 12:36 pm
em um post anterior, sobre os problemas do Assassin’s Creed 2, linkei um gráfico da 2D Boy sobre o índice de pirataria de World of Goo. ta aí -> http://2dboy.com/2008/11/13/90
também nesse post dou uma pontinha da minha opinião:
Só tem um jeito de pegar um pedaço do bolo do PC (ainda a maior plataforma de jogos do mundo), e é fazendo um bom jogo, de preferência com um bom multi-player. Isso é o que vende.
2.
Tiago Medeiros | março 15, 2010 às 12:46 pm
Eu acho isso ridiculo! caso a internet dê algum problema e saia do ar, vc não joga? Que isso! fazer o cara pagar pra baixr o game ainda vá, mas ter que ficar conectado é um absurdo. Muita gente “ainda” não tem internet e são jogadores hardcore como nós, acho isso uma descriminação enorme, uma falta de criatividade. Affffffffff…to irritado!
=/
3.
Rodrigo | março 15, 2010 às 1:07 pm
Para mim, a industria de games (PC principalmente) está indo na mesma direção que a industria musical.
No caso da industria musical , ela quis manter o mesmo sistema arcaico de distribuição de material a preços absurdos. Deu o que deu. Ela não existe mais e o culpado não é a pirataria.
Primeiramente temos que saber que :
1) Sempre existirão pessoas que não irão querer/ou podem pagar pelo produto. Nos LPs e no início dos CDs antes da era das gravadoras muitas pessoas copiavam suas musicas em K7. Somente a escala era menor.
2) Sempre irá existir pessoas dispostas a pagar pelo produto.
O problema dessas indústrias é que para forçar o caso (1) elas transformam os (2) em (1).
Alguns exemplos de casos (2) que conheço e foram jogados para o 1 (inclusive estou imerso em alguns desses)…
- Preço abusivo. Jogos e CDs. Não dá para comprar sempre. Nesse caso, a vontade de querer o produto faz sempre optarmos por alternativas… Uma copia , algo do genero até que apareça uma promoção…
Mas o costume é nocivo e acaba-se por achar mais fácil copiar que ir atrás ou procurar por promoções ou quedas de preço.
Conheço no mínimo uns 5 casos de compradores frequentes se transformaram em consumidores alternativos e pelo menos 2 deles não voltaram (no caso de games)… Pois mudou nesse caso a filosofia.. é mais facil copiar e não veem pq mudar…
Não acho que a culpa é deles e sim da industria que os forçou a isso e eles se acostumaram….
Alguns voltaram, como eu, para a industria de games. O Steam / GamersGate / Direct2Drive ou GOG me fizeram voltar para caso 2. Com serviços integrados, bons preços e atrativos, torna-se interessante vc ser consumidor do serviço. Acho que de todos os casos , os DRM desses sites (com excessão do GoG que é DRM-Free em sua totalidade) são aceitáveis, para menor grau do Steam .
Esses sites , fornecem promoções , serviços , trilhas sonoras , forums … etc.. ou seja , efetuam um valor agregado razoável. Os DRM do Gamersgate e D2D só são necessários para instalação e depois o jogo fica em modo “normal”.
No caso do DRM Ubisoft… Ele me transforma de novo para caso 1. Eu compro um jogo e quero joga-lo ON ou OFF, da maneira que eu quiser. O DRM Ubisoft é inaceitável e não irei mais efetuar nenhuma compra desse produtor. Qualquer produtor que entre nesse estilo de distribuição, irá sofrer boicotes por minha parte.
Caso 1) Não quero comprar / Não posso comprar.
Do mesmo motivo que a gananciosa industria musical morreu, a industria de games parece que está indo nessa direção.
Preços… Acho que a balança está ai.
Podemos dividir os consumidores em 3 …
Não querem comprar / Não podem comprar / Querem comprar.
Com preços menores teremos 2 faixas de consumidores em vez da atual. Nos ultimos anos , conheci várias pessoas que tiveram um crescimento na compra de jogos do serviço Steam de uma forma estrondosa. Por causa de suas promoções, muitas pessoas passam a comprar (os outros sites não possuem serviços sociais eficientes como o da Valve) e não posso analisar. Mas pessoalmente eu compro tambem bastante dos outros sites.
Acho que se os produtores fornecessem BONS produtos e bom serviço de pós venda (DLC Gratuitos, bonus , etc) através de um serviço OPCIONAL de distrubuição digital com uma forma mais constante de conexão talvez até como a da Ubisoft, acho que teriamos um acrescimo enorme na linha de consumidores e o principal que é a mudança no comportamento atual de baixar os jogos por serem menos problemáticos que os oficiais.
….
….
Concluindo… Melhores Preços , Melhores Serviços e Melhor Acabamento do produto irá fazer valer mais a pena pagar que baixar.
4.
aroncoiote | março 15, 2010 às 1:25 pm
Rodrigo, seu comentário parece até um manifesto! Com certeza o mundo dos games seria melhor se os departamentos de vendas das distribuidoras por aí tivessem caras como você.
O maior inimigo desses caras é a mentalidade tacanha. Em vez de aprenderem a lucrar com o potencial da internet, eles querem limitá-la.
só tenho um mínimo-rídiculo detalhe pra constestar no seu texto: no trecho “Pois mudou nesse caso a filosofia” do que você fala não é bem “filosofia”, é política. Enfim, só uma observação de um filósofo-gamer chato =)
5.
MaYumi | março 15, 2010 às 9:35 pm
eu não tenho jogado no PC mais… apenas no XBox360 mesmo.
Recomendo lhes Sonic Sega all Stars Racing ^^
6.
aroncoiote | março 15, 2010 às 10:28 pm
e aí, ninguém pra defender o DRM? Vou ter que bancar o advogado do diabo mesmo?
7.
Fabian Kurayami | março 15, 2010 às 10:33 pm
Hhahahahhaa
Eu entendo o DRM… A pirataria está chegando em níveis insustentaveis nos PCs.
É uma parada chata, pouco prática, mas entendo a preocupação dos caras.
8.
aroncoiote | março 15, 2010 às 10:52 pm
entender agente entende, mas isso não justifica medidas mal aplicadas.
acho que os melhores argumentos a favor das DRM é:
1) todos os gamers exigem grande qualidade dos seus jogos. atualmente todos querem gráficos estupefantes. e isso não é conseguido de forma fácil, é preciso equipes competentes – resumindo, muito investimento. e pra isso a grana precisa entrar.
mas esse argumento é enfraquecido pela incerteza do quanto uma empresa lucra com e sem as DRM. será mesmo que aumenta o lucro? aparentemente não, porque temos lançamentos recentes com pouco mais que CD-KEY’s como proteção.
2) (o que considero o melhor) jogos são produções culturais, como música, filmes, quadros, como qualquer arte. copiar pode ser contra o que o(s) criador(es) ou autor(es) quer(iam) como distribuição de sua obra. e aí mexer com lei de distribuição é também mexer com direito autoral…
a resposta pra esse argumento leva a questão BEM mais fundo, pra além das bordas desse blogue.