Wall-E – Review

Título: Wall-E   –   Distribuidora: THQ   –   Produtora: Savage Games

Gênero: Aventura   –   Plataformas: PS2 e PSP (versões testadas), PS3, 360, Wii e DS

Analista: Fabian Kurayami

E cá estou eu analisando um jogo baseado em filme novamente. Isso normalmente quer dizer um mergulho no tédio, na mediocridade e no sofrimento. Felizmente o último que analisei mostrou-se uma exceção e acabou sendo um bom jogo. Será que Wall-E entra neste seletíssimo clube de adaptações bem sucedidas?

PIXAR NO LIXÃO

Wall-E conta a história de um pequeno e solitário robô faxineiro em uma terra abandonada e devastada, consumida pelos dejetos de uma população humana que abandonou seu planeta. O robôzinho se vê como último de sua espécie, consumido em tristeza onde conta com a companhia de uma barata.

Sendo assim a ambientação é em lugares desolados e sujos. O problema é que não é só a ambientação do game que acontece no lixo… O visual do jogo também é digno de um lixão! Sério, como alguém pode ter coragem de fazer algo tão feio e mal acabado?! Espere por texturas que se resumem a um borrão disforme, modelagem simplória e uma direção artistica que com certeza deve deixar os gênios da Pixar constrangidos!

Tudo aqui varia do genérico ao terrível, com predominância do segundo… A modelagem é ok, mas todo o resto faz você se perguntar se está jogando mesmo um PSP (PS2) e não um DS.

O áudio também não é muito melhor. As melodias são bastante insossas e os efeitos sonoros totalmente genéricos e sem personalidade. Some isto a um narrador irritante e você tem um pacote sonoro lamentável.

JOGABILIDADE DE VÔMITAR (LITERALMENTE…)

Confesso que a tarefa de adaptar Wall-E não deve ter sido das mais fáceis, mas ainda assim não tem como deixar passar uma mecânica de jogo tão estúpida em sua essÊncia e tão porca em sua execução!!!

Quando um jogo se resume a quebrar caixas fica claro que algo de muito errado está havendo, mas quando a própria tarefa de quebrar as caixas é difícil, com comandos que não respondem bem (fazer uma curva é um desafio á paciência) e uma câmera que precisa ser ajustada a cada segundo fica claro que vocÊ está diante de mais uma daquelas “pérolas” dos videogames.

Há umas tentativas de variação; um pouquinho de combate, missões com EVE, sessões “de corrida”… Mas é tudo feito de forma medíocre e sempre te levam ao tédio.

Vai um relato pessoal… Eu sofro de um pouco de labirintite. Logo, jogos que se passem em corredores (como Metroid Prime) ou títulos que obriguem o jogador a corrigir a câmera todo o tempo me causam muito mal estar. Pois bem, além de chato (e ruim) Wall-E me pegou em um dia onde minha labirintite estava “funcionando”. Resultado, após 3 horas de jogo me vi tonto e vomitando meu cheeseburguer…

Isso que eu chamo de jogabilidade podre ^^”

CONCLUSÃO

Adaptar um roteiro tão complexo em uma história onde o foco é a solidão nunca me pareceu uma boa idéia. Temos que dar um descontinho aos caras da Savage Games, pois esta adaptação passa longe de fácil, mas isso não justifica uma jogabilidade tão estupidamente mal executada.

Não há nada em Wall-E, além do carisma de seu robozinho, que te compele a seguir em frente. É um jogo pobre que nunca pareceu uma boa idéia. Um caça-níqueis da THQ que não deve ser encarado nem pelos fãs da Pixar nem pelos mais novos. Eles não merecem isso.

MAIS & MENOS

+ Wall-E tem carisma

- Gráficos fraquissimos

- Jogabilidade medonha

- Level design tedioso

NOTAS:

Apresentação: 6,0

Gráficos: 3,5

Som: 4,5

Jogabilidade: 2,0

Diversão: 3,0

MÉDIA: 3,8

~ por Fabian Kurayami em Junho 24, 2008.

11 Respostas to “Wall-E – Review”

  1. esse é ruim hein….

  2. putz, ainda pensei em jogar no psp.
    valeu pelo review.

  3. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, ki bosta de jogo. heuheuehuehuehuehee

  4. Eu vi o comercial do filme, e não sei porque não odiei o.o
    To carente de filme ultimamente mesmo kkkkkkk

    E o jogo no PSP deve ser uma bosta mesmo, sei que o do 360 é um lixo.

  5. O filme parece genial, mas não é passivel de adaptação… Fizeram este caça-niqueis e deu nessa bomba

  6. “Vai um relato pessoal… Eu sofro de um pouco de labirintite. Logo, jogos que se passem em corredores (como Metroid Prime) ou títulos que obriguem o jogador a corrigir a câmera todo o tempo me causam muito mal estar. ”

    imagino que NG2 tenha lhe feito mal tambem.

  7. Santa merda, Batman…

  8. o filme é ótimo.

  9. Sinceramente, não achei tããão ruim quanto vc fala. Não é o melhor que eles poderiam fazer, mas não chega a ser esse lixo ao qual você refere, e a jogabilidade não pode ser considerada tão complexa assim também.

  10. falar que a jogabilidade é díficil… por favor…
    nunca jogou crash bandicoot?
    depois de 1 hora jogando qualquer um consegue controlar a câmera e guiar tranquilamente
    ¬¬

  11. Em NENHUM momento eu digo a q a jogabilidade é difícil. Eu digo que a resposta deficiente dos comandos tornam suas ações difíceis. Isso é BEm diferente.

    Vc está sendo esquizofrênico ao criar coisas q não existem.

    Eu digo q a jogabilidade é RUIM e TEDIOSA. Procure um dicionário e vc verá q isto é diferente de “difícil.”

    Por fim, a versão analisada foi a de PSP, ou seja, não sei como os comandos se comportam nas outras plataformas.

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