Alone in the Dark – Review
Produtora: Eden Games
Distribuidora: Atari
Plataformas: PlayStation 2, PC, Xbox 360 (versão usada para essa análise) e Wii
Analista: Roberto Guedes

Após estréias de novas franquias na nova geração, como Condemned e Dead Rising, a primeira franquia do gênero survival-horror é a primeira franquia de sucesso a voltar para essa geração. Alone in the Dark 5: Near Death Investigation, ou simplesmente Alone in the Dark, encantou pelos trailers lançados de 2007 para cá. Será que o trabalho da Eden Games realmente vale tantos elogios? Veja abaixo.
Um Central Park cheio de mistérios
Edward Carnby volta, sem memória recente, no meio de um caos nova iorquino. Olhando pelas janelas do prédio em que você começa sua jornada, você observa o que se parece o fim do mundo. O seu inimigo possuidor de corpos está de volta, atacando tudo quanto é lugar, e destruindo. Ao mesmo tempo, você, como Edward, não está entendendo nada, porque não tem memória de algumas pessoas ou do que aconteceu com você. Nem mesmo o seu nome. Logo descobre que um ritual feito para retirar os demônios do seu corpo foi feito, em troca da perda de sua memória. Mas o real mistério fica por conta do Central Park, que é para onde você deve ir, e descobrir respostas.
A sensação deixada por esse enrendo é que ele tem contornos épicos, mas que poderiam ser tratados de melhor forma, porque o foco principal do jogo não é a história, e sim a jogabilidade. Somado a isso, fica a má qualidade sonora do jogo, que será tratada mais para frente. Infelizmente, outros problemas também ocorrem. Apesar de bem feito, você vê que mais um adiamento de um ou dois meses não faria mal para o jogo. Por quê? Por causa da falta de polimento em algumas áreas, que pode até resultar em um novo carregamento para passar daquela parte, no caso mais grave.
Os menus são simples e fáceis de configurar. Outra característica nos menus é o modo de DVD, que funciona como episódios do jogo. Isso quer dizer que, se você ficar preso numa parte, pode avançar para outro capítulo e depois voltar. Uma boa inovação para quem quer terminar o jogo sem muitas dificuldades. Essas dificuldades podem ser apresentadas pela curva de aprendizado muito lenta, já que os movimentos de objetos como uma cadeira ou um cano é feito pelo analógico direito, asim como ataques com esses objetos.
Uma jogabilidade inovadora, com o fogo como principal aspecto
Quando você está sozinho no escuro, cheio de “inimigos” querendo te atacar, o mais natural é que você vá procurar alguma iluminação, certo? E é bem isso que Alone in the Dark oferece. Com várias combinações, o fogo pode te auxiliar em vários aspectos (e te prejudicar também). Claro, você deve colocar fogo somente em objetos inflamáveis, como a cadeira, que é de madeira, e pode servir como iluminação, e também como prevenção, já que seus inimigos não gostam nem um pouco da luz.
Mas o fogo também vai servir como ataque, afinal, apenas queimando seu inimigo é que você vai se livrar dele, por mais que você bata, corta, atropele, nada vai adiantar, a não ser o fogo. Mas isso quer dizer que você só vai poder jogar a pessoa no meio das chamas? Não. Existem vários métodos, como colocar gás explosivo nas balas da sua pistola, jogar a garrafa de algum líquido inflamável e atirar…tudo depende da combinação.
Aliás, a combinação é algo chave nesse jogo. Acredite, todas elas são bem eficientes nos momentos necessários. Uma pena que o inventório seja limitado, mas isso é para algumas pessoas. Já outras preferem que não seja para ser mais realístico.
Ser realística também é um foco da mecânica de jogabilidade. Você não vai usar itens “mágicos” para recuperar danos sofridos, você uma um spray em cada machucado, e se for mais grave, você tem que conseguir uma espécie de “band-aid” em menos de 7 minutos.
Fogo, combinação, realismo…espera aí, você notou que todos os parágrafos estão interligados um com o outro? Se não, leia de novo. Pois esse é o objetivo da Eden Games, muito bem feito. Talvez só precisasse de controles um pouco mais flexíveis.
Gráficos de nova geração, mas não espetaculares
Ok, todos nós sabemos que é difícil chegar ao nível de Gears of War, Mass Effect, BioShock, Call of Duty 4 e Uncharted, mas a engine gráfica Twilight 2 faz muito bem seu papel. Diria que está ao nível de The Darkness, e um pouco melhor em alguns aspectos. Mas também pior em alguns. É evidente, como já foi descrito acima, que o jogo precisava de mais polimento em alguns aspectos. Então, você vai ver uma inconstância freqüente entre o lindo e o simples.
Em termos técnicos, o jogo não sofre muito de problemas de framerate, mas sim de carregamento de texturas, apesar de muito raro. No meu caso, só aconteceu uma vez.
Parte sonora…será que conta?
Em toda parte de uma análise, eu tento colocar uma imagem que represente bem o que eu quero dizer naquela parte. E das poucas fotos que eu encontrei para Alone in the Dark, essa foi a que eu achei melhor para falar da parte sonora. Quero dizer, o que essa foto representa? O que ela quer dizer sobre o jogo? Quase nada.
Com exceção da trilha sonora, que é boa e faz seu papel de ser discreta, a dublagem é pífia. Você sente claramente que aquela voz não é a ideal para aquele(a) personagem. Além disso, os efeitos sonoros não passam de razoáveis.
Conclusão
Alone in the Dark é outro jogo da série “é bom, mas poderia ser melhor”. É questão de mais alguns meses de polimento e mais profundidade na história e na parte sonora para deixar esse jogo melhor. Se meu pedido vale algo, peço para a Atari que deixe a Eden Games continuar na franquia para os próximos jogos, mas que dê mais tempo e ferramentas para uma boa conclusão. Ah, e que também demonstre confiança e não coisas do tipo “é muito ambicioso, acho que não vamos conseguir produzir.”
Mais & Menos
+ Jogabilidade inovadora;
+ Jogo desafiador, inteligente e realístico nos aspectos necessários;
+ Gráficos bem feitos;
- Menor profundidade na história;
- Parte sonora ruim;
- Faltou polimento em alguns níveis;
Notas
Apresentação: 8,0
Jogabilidade: 8,5
Gráficos: 8,0
Som: 6,5
Diversão: 8,5
MÉDIA: 7,5
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REVIEW – UMA OUTRA VISÃO
Uma prática nova aqui no HCG será reviews duplos, ou seja, analisados por duas pessoas. Isso ajudará a fornecer uma visão ainda mais universal e confiável para nosso leitor. O primeiro review será tradicional, extenso e detalhado. O segundo será batizado de “UMA OUTRA VISÃO” e será substancialmente mais curto, sem floreios e indo direto para a opinião do analista.
Sem mais baboseiras fiquem com o outro lado de Alone In The Dark!
Analista: Fabian Kurayami
IDÉIAS QUE NÃO FUNCIONAM
Essa pequena frase aí de cima resume bem toda a minha sensação com Alone In The Dark. O revival da lendária série de terror da Infogrames tinha tudo para dar certo. Os vídeos mostravam uma aposta em um clima épico e misterioso e um incrível uso do ambiente. De certo modo estas promessas foram cumpridas, mas a execução é terróivel!
Vamos começar pelas coisas boas:
O game possui bons gráficos, especialmente nos cenários, e os 2 primeiros episódios invocam um clima de caos e destruição realmente empolgantes. Os personagens possuem alguns problemas, mas o saldo geral é positivo.
O som também cumpre seu papel, pois a trilha sonora é ótima! Alguns dubladores se esforçaram para estragar a experiência portanto espere alguns diálogos meio estúpidos.
Mesmo a história, tão criticada por alguns, me pareceu convincente. Nada de revolucionário, nada de marcante, mas serve seus propósitos e conduz o jogador durante mo jogo eficientemente.
Pronto, você já está empolgado com Alone? Pois bem, tire este sorriso do rosto e se prepare para a verdade: Este é um dos jogos mais frustrantes da atual geração! Sério!
A mecânica de jogo é totalmente baseada na tentativa e erro, alguns momentos exigem uma paciência budista do jogador para torcer que desta vez dê certo… Quando as paredes começam a rachar com a entidade maligna correndo para lá e para cá… Pode se preparar para se frustrar. Seu personagem desengonçado deverá correr do rastro maligno. Infelizmente não ser pego (um toque e game over) depende mais da sorte do que de suas habilidades.
Este é somente um exemplo entre tantas situações que testam seus nervos. O combate é tedioso e meio patético pois os comandos demoram a responder e o próprio layout é estranho. Correr é um desafio digno dos mais cruéis chefes de Ninja Gaiden! Não consigo entender como alguns desenvolvedores conseguem complicar a simples tarefa de fazer seu personagem girar! É TÃO ESTUPIDAMENTE SIMPLES!
Não me levem a mal, AitD está lotado de boas idéias. O uso de fogo é bacana, a integração com o ambiente é interessantissima, mas o inferno está cheio de boas intenções! Tudo que o jogo promete é estragado por uma execução muito abaixo da linha do aceitável. Jogue ALone In The Dark somente se vocÊ estiver disposto a enfrentar controles sádicos e um esquema d etentativa e erro absolutamente frustrante.
O presidente da Atari falou que este é o último jogo Hardcore da empresa, que agora pretende dedicar-se ao mercado casual. Infelizmente a despedida foi melancólica.
MAIS E MENOS
+ Boa ambientação
+ Cheio de boas e corajosas idéias
- Terrivelmente mal executado em TODOS os aspectos de jogabilidade
- Mecânica de jogo frustrante baseado na tentativa e erro
NOTAS
Apresentação: 7,0
Jogabilidade: 3,0
Gráficos: 8,0
Som: 7,0
Diversão: 3,0
MÉDIA: 5,5





Foda o Review^^
Bom review, mas jogabilidade inovadora???
foi a pior coisa do jogo, muito travada e tal, mas gostei do jogo até
odiei a jogabilidade também. bom review
essa parte é bem relativa, a do gosto…
mas veja bem, nenhum jogo fez o que Alone in the Dark tentou fazer, nem algo similar
Precizo e abordando com profundidade a nivel técnico e não só pessoal, muito bom,
mesmo o jogo não sendo hehe.
ACho que a nota esta boa sim.. muito melhor do que vários sites por ae.. que aparentemente se esqueceram que “Y” muda para a camera de primeira pessoa.. terceira pessoa não dá..
Excelente review, Fabian.
Continue assim…
O review não foi meu, foi do Roberto =D
[...] http://hardcoregaming.wordpress.com/2008/06/24/alone-in-the-dark-review/ [...]
Review alternativo de Alone In The Dark NO AR! « >> HARDCORE GAMING disse isso em Junho 26, 2008 às 4:58 am
Achei o review do Ricardo melhor, não pelo nota, sim pelo modo geral, achei bem parecido com oque eu achei do jogo.. que eu gostei aliás heheh
Não é uma competição e não estamos interessados em review melhor ou pior.
São diferentes e a idéia do meu é mesmo ser mais direto e objetivo.
Enão gostei do jogo.
Nem um pouco.
Ricardo? Não quiz dizer Roberto não?
Eu achei essa historia de review alternativo muito ruim…
Tem que ser um e pronto acabou!
Por mim o cargo de reviewer ficaria somente pro Fabian,
Já esta de otimo tamanho e qualidade…
quem jogou de verdade sabe que o do Fabian Kurayami está falando a verdade, não por nada mas o Roberto parece que tá fazendo um review baseado em videos, pq pelos videos é exatamente oq ele descreveu. Não entendi da onde ele tirou 8,5 de jogabilidade, na teoria (tirando a base pelos videos) ela é 8,5 mesmo, mas na pratica é 4,0. Muito muito ruin e pouco intuitiva. Sou muito fã da serie mas estou preste a gritar que gastei dinheiro atoa… vo dar mais uma chance pra ele hoje, vamos ver se eu mudo de ideia.
Infelizmente nao consigo encontrar nenhum detonado bom p/ conseguir sair do banheiro no central park, onde tem dois carinhas, um machucado e o outro segurando a porta. Pois estou ferido e nao consigo segurar a lixeira p/ quebrar a parede.
Como posso fazer isso?
alone in the dark simplesmente foi um estrago principalmente a versão ps2 ……um jogo q era pra ser superior a versão the new nightmare foi uma decepção geral …se o jogo fosse produzido pelos mesmos da versão the new nightmare sairia bem melhor .. o ultimo capitulo do jogo é uma bosta vc num mata nenhum inimigo,vc joga o jogo inteiro se infrentar nenhum chefe sinceramente prefiro jogar a versão anterior ………..eu q sou mó fã desse jogo me decepcioney.
Foi o primeiro game q joguei q não tem mestre no final,putz!!!
E o desfecho é uma merda!!!
Vo jogar The new nightmare…