Crisis Core: Final Fantasy VII – REVIEW

Produtora: Square Distribuidora: Square-Enix

Plataformas: PSP Analista: Fabian Kurayami

O último game da compilação que comemora os 10 anos de Final Fantasy VII é, sem dúvida, o que despertou mais expectativa nos fãs. Felizmente, descansem tranqüilos, Crisis Core honra o game original com maestria.

A BELEZA DE GAIA

Ao ser lançado em 1997 no Playstation, FFVII causou furor ao redor do mundo. Seu roteiro poderoso, apoiado em gráficos bonitos e devastadoras seqüências em vídeo, ajudaram a Sony a iniciar uma das mais bonitas trajetórias da indústria dos games. Outros games da série manteram a qualidade mas, talvez por ser o pioneiro, FFVII nunca teve seu lugar no coração dos fãs ameaçado.

Crisis Core conta a história de Zack Fair. O muito mencionado e pouco explicado amigo do protagonista da aventura original. Enquanto spin-offs e prequels são conhecidos por não possuírem um roteiro á par da obra em que se apóiam, CC: FFVII segue caminho oposto e conta uma história sensacional, cheia de momentos e personagens memoráveis.

O vilão Sephirot ganha dimensão e desenvolvimento de emoções e Zack é um dos mais carismáticos personagens da história de Final Fantasy. Sua alegria e esperança apenas aumentam drasticamente a tristeza pela certeza de seu fim trágico.

Se o roteiro do jogo é lindo, o mesmo pode se falar do visual. O jogo é artisticamente sensacional, brutalmente inspirado pelo filme Advent Children, me refiro principalmente aos personagens que são os mais bonitos já vistos na bela tela do PSP. Os cenários são competentes mas definitivamente não chegam nem perto de rivalizar com a grandiosidade de um God Of War por exemplo.

Tradição da franquia, os vídeos em computação gráfica estão de volta e estão entre as mais empolgantes animações da série com direito a sincronia labial invejável! Talvez seja por causa da história tão bem contada, tão cheia de momentos que te impedem de piscar, mas poucas vezes a beleza dos vídeos foi tão atordoante e relevante para um Final Fantasy.

Para completar a atmosfera perfeita do mundo de Gaia, Crisis Core possui uma trilha sonora verdadeiramente memorável, a par com o clássico trabalho de Nobuo Uematsu. Inteligentemente o game faz muitas referências ao material fonte. Remixes e novas interpretações dos clássicos pipocam todo o tempo e são capazes de arrancar uma lágrima do fã mais xiita. Óbvio, a criatividade passa longe neste campo. Mas a homenagem é justa e compreensível. Se não é um trabalho genial, é extremamente competente e respeitoso para com os fãs.

O trabalho de dublagem também é muito bom. Se não chega a ser um GTA IV ou Mass Effect, Crisis Core passa longe da canastrice da maioria de jogos do tipo, que possuem ótimas dublagens em japonês e constrangedoras conversões para o inglês.

ROLETA DA FANTASIA

Seria prático para a Square utilizar um simples sistema de turno em Crisis Core. Jogar no óbvio, evitar riscos. Entretanto a atitude dos japoneses foi louvável. O sistema de combate é em tempo real, ousado e diferente de tudo que você já viu.

Funciona da seguinte forma. O jogador ataca selecionando sua ação em tempo real em uma pequena barra de rolamento localizada na parte inferior da tela. Ela sempre começa em “ataque” então você pode bater a vontade no inimigo, correr pelo cenário, desviar de ataques inimigos e etc. Tocando no L e R vc rola a barra e seleciona suas magias e itens. Sistema elegante e muito, muito prático. Segure “triangulo” para defender e toque no “quadrado” para rolar Zack e esquivar dos golpes inimigos.

Até aí tudo ortodoxo e comum. A grande evolução está na DMW – Digital Mind Wave- que essencialmente é uma roleta com 6 espaços. Em três deles figuras, nos outros três, dígitos de 1 á 9. Essa roleta está sempre girando durante o combate. Seqüências determinadas de números criam certos efeitos, como invencibilidade temporária ou uso de magias sem gasto de mana. O 7 7 7 (número da perfeição) garante um level up. Não se assuste, o sistema de evolução não é randômico. Você acumula pontos (mas não será capaz de acompanha-los, estes dados não são disponibilizados para o jogador) mas só subirá de nível quando alcançar o 777 na DMW. Isso significa que ás vezes vc irá demorar um bom tempo sem subir de nível para depois subir vários levels em um curto período de tempo.

Os Limit Brakes também são acionados na DMW. Alinhe 3 personagens iguais e você utilizará um golpe arrasador. O sistema é divertido, especialmente pelo fato de que ao ter figuras nos slots 1 e 3, o combate para e você acompanha o rolar do slot do meio na expectativa de um personagem igual. É um sistema estranho que tira um pouco o jogador do controle, mas funciona brilhantemente já que estamos falando de um portátil onde praticidade é necessária. Acreditem em mim, ao jogar o sistema não é tão ruim quanto parece. Se não é a melhor mecânica possível, ao menos é eficiente e não compromete.

È impressionante como a Square foi cuidadosa com o game. Crisis Core foi minuciosamente pensado como um game PARA PORTÁTEIS. Há save points constantes, pode-se comprar itens através do menu para evitar backtracking e as sidequests são acessadas diretamente dos save points e são todas muito curtas, para permitir que o jogador jogue naquele tempinho livre na fila do banco. Se todos os games de PSP fossem feitos com esta mentalidade clara de que é um portátil e não um PS2, o mundo seria um lugar melhor.

CONCLUSÃO

São raros os prequels que conseguem honrar a obra original. Para a felicidade de todos aqueles que tiveram suas vidas marcadas por Final Fantasy VII, Crisis Core é uma destas gratas exceções. È um game de roteiro tocante, personagens memoráveis e mecânica agradável.

Final Fantasy vem recebendo uma enxurrada de spin-offs deploráveis que minam cada vez mais o nome da lendária série de Sakaguchi. Crisis Core serve para nos lembrar que em meio a um mar de lixo, ás vezes se encontra uma pérola. È claramente feito com respeito ao amor da legião de fãs de Cloud, Aerith e cia.

Um RPG japonês daqueles raros, que dão dor de terminar.

MAIS & MENOS

+ Belos Gráficos

+ História irretocável

+ Sistema de combate inovador e divertido

+ Perfeitamente balanceado para um videogame portátil

- As batalhas são um pouco fáceis

NOTAS:

Gráficos : 9,0
Som : 9,0
Jogabilidade : 9,0
Apresentação : 10,0
Diversão : 10,0

MÉDIA: 9,4

~ por Fabian Kurayami em Maio 22, 2008.

8 Respostas to “Crisis Core: Final Fantasy VII – REVIEW”

  1. xou de review. PSP RULEZZZ. boa Fabian, agora repita comigo: PSP naum é um PS2 portatil, lembra que tu falava isso? kkkkkkkkkkkkk

  2. o.o

    FODAAAAAAAAAAA

  3. Já tinha vontade de jogar CC, depois desta review quero mais ainda! =D

  4. Luuuuuuuuuuuuu

    Não me abandone T____T

  5. Pelos vídeos e pelo review deu para perceber que esse sistema de batalha ao menos ao meu ver está muuuittoooo fodddaaaaa
    Esse jogo é mto demaaaiiisss
    nao to aguentandooooo , quero jogar logo
    \õ/

  6. Ótimo review, depois de ler isso me sinto com vontade de tirar o PSP do armário e jogar o New Game+, aliás, farei isso quando chegar em casa!

  7. Sou fã do FF e ainda nao vi nenhum com melhores graficos do que esse, a pesar de ser na psp nao fica nada atras da plataforma original.

  8. Alguem sabe me dizer a combinação do cofre do Capitulo 9???
    Se poderem me responder rapidamente agradeço!

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